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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cemitérios

A paz dos cemitérios é perene, definitiva,


imorredoura




Os furacões não os vencem,

apenas contornam seus muros,

fronteira entre o ser e o não ser,

que protegem as terras inférteis,

ignoradas pelos ditadores

por só produzirem lembranças



Repare: não há apenas solidão e silêncio

Mas também trégua



Pelos cemitérios não há alegria.



Também não há batalhas,

desespero

cansaço

fome



Pois a morte já levou tudo

a dor

a dúvida



Não duvides: após a cerca

por vezes, os mortos somos nós.

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