Gostou do blog? Divulgue!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cemitérios

A paz dos cemitérios é perene, definitiva,


imorredoura




Os furacões não os vencem,

apenas contornam seus muros,

fronteira entre o ser e o não ser,

que protegem as terras inférteis,

ignoradas pelos ditadores

por só produzirem lembranças



Repare: não há apenas solidão e silêncio

Mas também trégua



Pelos cemitérios não há alegria.



Também não há batalhas,

desespero

cansaço

fome



Pois a morte já levou tudo

a dor

a dúvida



Não duvides: após a cerca

por vezes, os mortos somos nós.

Um comentário:

  1. ói!
    bonzão.
    "Não duvides: após a cerca

    por vezes, os mortos somos nós."

    ResponderExcluir