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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Memorial JK - Brasília (DF)

   

     O Memorial JK é mais um dos monumentos de Brasília concebido por Oscar Niemeyer. Além de guardar seu corpo, abriga um grande acervo pessoal do ex-presidente (como sua biblioteca),  além de fotografias da construção da cidade. A câmara mortuária de Juscelino recebe luz natural filtrada pelos vitrais de Marianne Peretti, ao redor, há painéis de Athos Bulcão.
     No lado de fora, no meio do estacionamento, está exposto um dos veículos do ex-presidente.
     Houve uma certa polêmica na época de sua construção, visto que o pedestal que abriga a estátua do ex-presidente lembra uma foice, um dos símbolos do comunismo, o que não foi bem visto pelos militares que dirigiam o país na época. Contudo, a construção prosseguiu, sendo inaugurada em 1981.
     A cerca de 100 metros do memorial está uma pracinha com uma cruz: ali foi realizada a primeira missa de Brasília, ainda antes de sua inauguração. A praça recebe muitas pessoas ao fim do dia para apreciar o pôr do Sol, visto que é o ponto mais alto da cidade.




A estátua em bronze de JK com sua esposa Sarah foi inaugurada há poucos anos. Já o pedestal ao fundo é da época da inauguração; possui 28 metros de altura, enquanto a estátua ali presente, de autoria de Honório Peçanha, possui 4,5 metros.


Esculturas circulares de Darlan Rosa enfeitam o gramado em volta.



Bandeiras do Distrito Federal, do Brasil, e de Minas Gerais.


Abaixo da cúpula branca se encontra o corpo do ex-presidente.



ENDEREÇO: Eixo Monumental (próximo ao Museu do Índio)

TELEFONE: 61-32267860 ou 61- 32259451

HORÁRIO DE VISITAÇÃO: de terça a domingo, entre 9 e 18 horas

ESTACIONAMENTO: gratuito

ENTRADA: 10 reais

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Igrejinha de Fátima - Brasília (DF)




A Igrejinha de Fátima (ou simplesmente Igrejinha) foi a primeira edificação concluída em Brasília, sendo inaugurada em 28 de junho de 1958.

A motivação para construí-la partiu da então primeira-dama, Sarah Kubitschek, que fez uma promessa para a cura de uma de suas filhas. A construção do pequeno templo (que comporta cerca de 50 pessoas em seu interior) foi concluída após 100 dias de construção.

Foi projetada por Oscar Niemeyer, que se inspirou em um chapéu de freiras como modelo. Na parte externa estão azulejos de Athos Bulcão. Os afrescos com bandeirolas e anjos de Alfredo Volpi, nas paredes internas, foram cobertos por tinta em uma reforma ocorrida na década de 1960.

Recentemente, a igreja foi pintada internamente por Galeno, artista plástico residente em Brazlândia (DF), com um estilo semelhante ao de Volpi. As figuras foram feitas de forma a não se sobreporem as pintadas por Volpi, de forma que, se e quando houver tecnologia para remover a tinta sem prejudicar a obra original, isso possa ser feito.

Houve certa comoção na cidade quando Galeno iniciou as novas pinturas. Inicialmente eram muito abstratas, o que gerou reclamação dos frequentadores assíduos da igreja; o problema - em minha opinião - é que o templo é acima de tudo, uma igreja usada por vários fiéis, por outro lado, também é um museu em área tombada que possuía pinturas abstratas, o que deveria ter sido mantido. Finalmente, após algumas mudanças no projeto original, as novas pinturas foram finalmente concluídas. Os desenhos de tom lúdico se referem a própria origem do templo, construído após uma promessa feita para curar uma criança, e também ao fato de Nossa Senhora ter sido avistada em Fátima (Portugal) por três crianças; interessante notar que o rosto de Maria, tanto no trabalho de Volpi quanto no de Galeno, não tem traços fisionômicos. Segundo Galeno, sua motivação para pintar Maria sem rosto foi a homenagem a todas as mulheres que construíram Brasília, pois cada uma verá o seu próprio rosto na face da santa (confira mais no link http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/164012)





 A igrejinha ao amanhecer.


Uma entradinha lateral.















 Nossa Senhora sem traços fisionômicos.


Os painéis de Volpi...



,,, e os de Galeno.




Fonte das fotos: as coloridas, são minhas. A que retrata os desenhos de Volpi é de autoria desconhecida e está no Arquivo Público Nacional, segundo informa um site interessante de arquitetura, o Vitruvius - http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/11.125/3888

ENDEREÇO: Entrequadra 307/308 Sul

TELEFONE: (61) 3443-2869

HORÁRIO DE VISITAÇÃO: todos os dias, de 08:00 às 12:00 e de 13:00 às 19:00.
Há missas antes e depois desses horários, mas aí não dá pra ficar circulando pelo templo, né? A foto abaixo mostra o horário das missas, da secretaria e de outros trabalhos religiosos:


ESTACIONAMENTO: gratuito

ENTRADA: gratuita


sábado, 25 de agosto de 2012

Memorial dos Povos Indígenas - Brasília (DF)



O Memorial dos Povos Indígenas, também conhecido como Museu do Índio, foi projetado por Niemeyer e construído em 1987, inspirado na forma de uma maloca yanomami. Possui uma área central com chão de areia, onde, geralmente no dia 19 de abril (Dia do Índio) são realizadas apresentações indígenas.

Permaneceu muitos anos fechado. O que se comentava em Brasília é que o então presidente José Sarney achava que o prédio era bonito demais para abrigar apenas acervo indígena; sua intenção seria transformar o local em um museu de arte. Após manifestações diversas de índios, o local foi finalmente aberto em abril de 1999.

Seu acervo é formado basicamente pela coleção etnográfica formada, entre 1948 e 1989, pelo casal de antropólogos Darcy Ribeiro (1922-1997) e  Berta Ribeiro (1924-1997), e também pelo acervo de Eduardo Galvão (1921-1976). Estão representados 20 povos indígenas do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. São 380 peças, entre panelas, tecidos, redes, colares, flautas de osso, máscaras, utensílios de cozinhas, etc. A doação das peças ocorreu ainda em 1995.




























ENDEREÇO: Eixo Monumental, nas proximidades do Palácio do Buriti e do Memorial JK

TELEFONE: (61) 3342-1156 ou 3344-1154

HORÁRIO DE VISITAÇÃO: 3ª a 6ª, entre 9:00 e 17:00; sábados, domingos e feriados, entre 10:00 e 17:00. 

ESTACIONAMENTO: gratuito. Se não achar vaga, faça o retorno, e estacione no Memorial JK, situado a cerca de de 200 metros do Memorial.

ENTRADA: gratuita

terça-feira, 24 de abril de 2012

Museu da Imprensa - Brasília (DF)


Conheci o Museu da Imprensa ainda adolescente, por volta de 1987, junto com meu pai e a Gleice, uma de minhas irmãs. Na época impressionou-me muito o acervo do lugar, especialmente o prelo onde trabalhou o mais importante escritor brasileiro, Machado de Assis. Imaginar que naquele equipamento trabalhou o grande escritor, era fascinante para mim.

O museu foi inaugurado em 13 de maio de 1982, e possui um acervo superior a 500 peças (a maioria relacionada a produção gráfica) e documentos (dentre os quais o Diário Oficial contendo a Lei Áurea, de 1888), preservados em um prédio de 680 metros quadrados, localizado nos jardins da Imprensa Nacional. Os próprios jardins também possuem suas atrações: um monumento que abriga os restos mortais de Hipólito José da Costa, patrono da imprensa brasileira, além da enorme impressora rotativa que imprimiu o primeiro Diário Oficial em Brasília.

Para mais informações sobre a história da Imprensa Nacional, acesse o link http://portal.in.gov.br/imprensa1/a-imprensa-nacional




 















Acima, o prelo apelidado de Machado de Assis, onde o autor trabalhou como aprendiz de tipógrafo, de 1856 a 1858. O diretor do Diário Oficial na época era Manuel Antonio de Almeida, autor de "Memórias de um Sargento de Milícias". Abaixo, algumas informações sobre o equipamento.






 


Acima, monotipo utilizado pela primeira mulher a trabalhar no serviço público no Brasil, Joana França Stockmeyer, homenageada como Patrona da Servidora Pública Brasileira, por decreto presidencial de 5 de março de 2008. Ela tomou posse em 04/01/1892 e aposentou-se em 1944. A máquina funcionava através de um sistema de punções no teclado, que perfurava uma fita, produzindo uma bobina de papel. Por sua vez, a bobina comandava o mecanismo de fundição e composição de tipos móveis de chumbo, para compor as páginas de livros, jornais, etc. A máquina é norte-americana, foi fabricada em 1918 e adquirida pelo Brasil em 1943.















O prelo Conde da Barca, uma réplica dos prelos trazidos, em 1808, pela Família Real Portuguesa, e que deram origem à Impressão Régia, atual Imprensa Nacional. A apresentação dessa peça ao público ocorreu em maio de 2008, durante as comemorações do bicentenário da Casa.








 Cofre em ferro maciço com 60 cm de altura. Origem e data de fabricação desconhecidos. Pertenceu à antiga Caixa de Pecúlio da Imprensa Nacional.


 Exemplar encadernado do Diário Oficial de 21 de setembro de 2000, o mais grosso já publicado.





Máquina rotativa da marca francesa Marinoni, fabricada em 1904. Uma das mais modernas de sua época, imprimia, cortava e dobrava o jornal, num total de 32 páginas por caderno e entre 14 e 15 mil impressões por hora. Recebeu o nome "Leopoldo de Bulhões" em referência ao Ministro da Fazenda da época, a qual a Imprensa Nacional foi vinculada até 1930.







ENDEREÇO: SIG (Setor de Indústrias Gráficas), quadra 06. O acesso é pela pista que liga o Eixo Monumental ao Setor Sudoeste.

TELEFONE: 0800 725 6787

HORÁRIO DE VISITAÇÃO:  segunda a sexta, de 8 às 17 horas.

ESTACIONAMENTO: gratuito

ENTRADA: gratuita