Gostou do blog? Divulgue!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Estalagem da Varginha - Conselheiro Lafaiete (MG)


Portanto condenam ao Réu Joaquim José da Silva Xavier por alcunha o Tiradentes Alferes que foi da tropa paga da Capitania de Minas a que com baraço e pregão seja conduzido pelas ruas publicas ao lugar da forca e nella morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Villa Rica aonde em lugar mais publico della será pregada, em um poste alto até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregados em postes pelo caminho de Minas no sitio da Varginha e das Sebolas aonde o Réu teve as suas infames práticas e os mais nos sitios (sic) de maiores povoações até que o tempo também os consuma; 
Trecho da sentença que condenou Tiradentes a morte. O documento todo pode ser lido aqui
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=612



     Tomei conhecimento de que uma parte do corpo do corpo de Tiradentes tinha sido levado para Varginha e inicialmente imaginei tratar-se de minha cidade natal, no sul de Minas. Algum tempo depois descobri que se tratava de outra Varginha, que não chegou a se tornar uma cidade. 
     O lugar abrigava a Estalagem do Lourenço, uma hospedaria que abrigou Tiradentes. A construção original teria sido destruída em meados do século 20. O prédio acima aparenta ser uma réplica, mas na ocasião de minha visita, encontrava-se vazio.

     Anos mais tarde, no bicentenário da inconfidência (1992), foi erguido um monumento em memória de Tiradentes. Percebe-se, no topo, sua perna direita, que foi pendurada na gameleira ainda hoje existente.
     O lugar aparenta abandono e convém cuidado ao visitá-lo.








ENDEREÇO: Rodovia MG-129, km 02, entre Ouro Branco e Conselheiro Lafaiete
ESTACIONAMENTO: existe um bom espaço na entrada do lugar
ENTRADA: gratuita
MAIS INFORMAÇÕES: http://conselheirolafaiete.mg.gov.br/portal/pontos-turisticos/sitios-arqueologicos/

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Memorial Carlos Chagas - Lassance (MG)


Carlos Chagas (1878-1934) chegou a Lassance, no norte de Minas, em 1907, para combater a malária. Acabou descobrindo uma nova doença que tomou seu nome: Mal de Chagas. O laboratório onde trabalhava tornou-se um pequeno museu, com explicações sobre a doença, notas biográficas, e equipamentos científicos não necessariamente usados pelo cientista, mas usados na mesma época. O cientista viveu em Lassance por cerca de dois anos.






ESTACIONAMENTO: não há, mas é possível estacionar na rua em frente
ENTRADA: gratuita

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Igreja de pedra de Barra do Guaiçuí (MG)




SÉRIE CIRCUITO MOSAICOS

     Visitei Barra do Guaiçuí em 2016, sendo minha primeira parada no Circuito Mosaicos, em que viajei 3817 quilômetros de carro durante duas semanas para divulgar meu livro Mosaicos e tirar fotografias de divulgação para o Poesia Estradeira. Barra do Guaiçuí é um pequeno povoado que pertence ao município de Várzea da Palma (MG). Contudo, está mais próximo de Pirapora - 23 quilômetros - estando localizada às margens da rodovia que segue de tal cidade para Montes Claros, e às margens do Rio das Velhas, bem próximo ao encontro com o Rio São Francisco.
     O povoado não é tão pequeno e a sinalização para a igreja praticamete inexiste. Portanto, prepare o GPS ou pergunte a localização para os moradores.
     A igreja de pedra teve sua construção interrompida no século 18, por razões desconhecidas. A causa mais provável é que tenha ocorrido um surto de malária na região, o que fez com que as pessoas deixassem o local. Na volta, decidiram contruir uma nova igreja em outro ponto do povoado.
     E assim a igreja de pedra permaneceu, às margens do rio das Velhas, testemunha muda da vida pacata  do lugar.
     Porém, a semente de uma gameleira brotou na parede que ficaria próxima ao altar... a planta cresceu e hoje é uma esplendorosa árvore, que convive em simbiose com a parede de pedra. É esse conjunto de natureza com as mãos do homem que atrai curiosos para o lugar.

As raízes da árvore ocupam a parede que ficaria próxima ao altar


A igreja fica próxima ao rio das Velhas



Visão externa do templo







ENDEREÇO: distrito de Barra do Guaiçuí, às margens da rodovia que liga Pirapora a Montes Claros. Entre à esquerda, no trevo de acesso ao povoado.
ESTACIONAMENTO:  há um bom espaço em frente
ENTRADA: gratuita

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Publicação - Jornal Relevo (Curitiba - PR)




O Relevo é um jornal literário editado pelo Daniel Zanella. A publicação é mensal e é distribuída em pontos diversos de Curitiba.

Na edição de março de 2016 um dos minicontos de Mosaicos (Editora Penalux, 2015) foi publicado.

Confira abaixo a página correspondente:



sexta-feira, 8 de abril de 2016

Programa Iluminuras - Léo da Silva Alves e Glauber Vieira Ferreira (25/03/16)




Essa é entrevista que dei para o Programa Iluminuras, da TV Justiça, onde falo de literatura, de minhas predileções literárias e do meu livro Mosaicos.


 

quinta-feira, 24 de março de 2016

Fanzine The Soronprfbs





     O fanzine The Soronprfbs foi criado pelo poeta e professor de Araxá (MG) Rafael Nolli, que me enviou alguns exemplares. No número 3 alguns dos minicontos presentes em Mosaicos (Editora Penalux, 2015) foram publicados.

     Confira abaixo:


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O Mendigo




O mendigo descansa em um ponto de ônibus. O lugar está deserto, pois é domingo de manhã, e boa parte das pessoas ainda dorme.
Observa o movimento das nuvens. O vento, prenúncio de tempestade, as arrasta fora de sua vista, para longe das pessoas, da cidade e da civilização.

Sentiu-se nuvem.




Miniconto presente em meu livro Mosaicos (Editora Penalux, Guaratiunguetá, 2015)





domingo, 31 de janeiro de 2016

Pivetes



     

          Acordou com dor de cabeça e sentimento de culpa.

          Soubera na noite anterior que um grupo de extermínio eliminara três pivetes que perturbavam o sono e o sossego dos comerciantes do bairro.

          Ele não tivera qualquer participação no episódio.

          Mas ficara feliz quando soube do ocorrido.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Mosaicos, meu primeiro livro solo!



Olha aí!

Depois de participação em 22 antologias literárias, organizadas por grupos diversos como Academia Dorense de Letras (Boa Esperança-MG), Fundação Cultural Igaçaba (Roque Gonzales-RS), Prefeituras Municipais de Caçu (GO) e Barueri (SP), Editora Phoenix (São Paulo-SP). Alba (Varginha-MG), Arara Verlag (Karlsruhe-Alemanha) e Punto de Encuentro Editorial (Buenos Aires-Argentina) e mais o Bar do Escritor (oriundo da internet), finalmente publiquei meu primeiro livro solo.

Mosaicos sai pela Editora Penalux e foi incluída no selo Microlux (minicontos). Consta de 93 minicontos dos mais variados temas: circo, natureza, conflitos sociais, história, drogas, relações familiares, etc. Há textos de humor e outros mais "sérios".

Criei um perfil do livro na rede Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/543013ED552592

Para adquirir o livro,que custa 32 reais (fora o frete) acesse o site da própria Penalux: http://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?cPath=38&products_id=367

Também existe uma página do livro no facebook: https://www.facebook.com/livromosaicos/

Espero que apreciem! Mosaicos será o primeiro de muitos...

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Chamote - Antologia argentina




Após mais de vinte participações em antologias no Brasil, fui convidado pelo escritor e editor Gito Minore, de Buenos Aires, a enviar textos para uma antologia que ele organizava. A única condição: deveria haver uma versão em espanhol dos textos.
Procurei então o tradutor espanhol Carlos Saiz Alvarez, com alguns contos e poesias, que foram traduzidas e espero façam parte de outras antologias. Por ora, foram escolhidas duas poesias: a segunda, "Sobre Ditadores", também fará parte do meu livro "Poesia Estradeira".
Chamote reúne 95 escritores, a maioria de origem latina-americana, alguns outros europeus mas com raízes em nosso continente. São 09 representantes de Honduras, 07 da Argentina, 07 de Cuba, 04 do Brasil e naturais de países como Bolívia, Paraguai, República Dominicana, Itália, Espanha e Haiti. Ao todo, escritores de 23 países.
Quem quiser adquirir o livro, pode procurar a Punto de Encuentro Editorial, editora responsável pela publicação e com sede em Buenos Aires: http://www.puntoed.com.ar/





quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Poe...



Mais Poesia

e também 

Poe e cia




Homenagem à Edgar Allan Poe, falecido em 07/outubro/1849

Fonte da foto: wikipédia



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Igreja Matriz de N.S. do Rosário e museu - Pirenópolis (GO)

IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO


Sua construção iniciou-se em 1728, na época da mineração de ouro. Tem base em pedra e paredes de taipa. É considerado o templo mais antigo de Goiás e está localizado no centro da cidade.
Em 1830 ruiu e foi reconstruída.
Entre 1996 e 1999 foi restaurada, mas um incêndio, até hoje inexplicado, a destruiu em 2002.
Foi feito uma espécie de abrigo de metal, com lonas transparentes, a fim de que se pudesse observar as ruínas e o processo de reconstrução, que durou quatro anos. Em março de 2006, foi novamente reinaugurada.

 A igreja atual, após a reconstrução.



Esse altar ficava na Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, demolida em 1940. Ficou guardada durante anos e, após a restauração, passou a fazer parte da Matriz.






MUSEU

Localizado em um pequeno espaço no interior da igreja, possui painéis - com textos e fotos -, além de objetos litúrgicos.

Os painéis contam a história da igreja, e das reformas a que foi submetida.





O incêndio de 05 de setembro de 2002 destruiu a igreja.




Consequências do incêndio.



Sinais de pintura antiga na parede. A escada leva ao segundo andar do museu.



 Maquete da igreja, mostrando seu interior.






Sino destruído pelo incêndio de 2002.



ENDEREÇO: Largo da Matriz, s/nº, centro histórico

HORÁRIO DE VISITAÇÃO: 4ª a domingo, de 8:00 às 18:00

HORÁRIOS DE MISSAS: 4ª e 5ª, às 19:30; domingos, às 7:00, 9:00, 18:30 e 20:00

ESTACIONAMENTO: gratuito, nas laterais do templo. Também é possível estacionar nas ruas próximas.

ENTRADA: R$ 2,00

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Museu de Arte Sacra - Pirenópolis (GO)


          O Museu de Arte Sacra ocupa as instalações da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, construída entre 1750 e 1754 pelo minerador Luciano Nunes Teixeira, que contou com a ajuda de seu genro Antônio Rodrigues Frota. Originalmente foi usada como capela particular.
          De grande simplicidade guarda uma decoração barroca rococó nos altares do interior com rica talha e significativa estatuária.
           Restaurada em 2008, abriga hoje o Museu de Arte Sacra.









 
Caixa com os santos óleos, feita de madeira e estanho (século 19). Era usado em viagens.



Porta água benta - século 20





 Vista de Pirenópolis a partir do museu.

No chão da sacristia, há o túmulo de três homens: Luciano Nunes Teixeira, Antonio Rodrigues Frota e Francisco Inácio da Luz.


Não era incomum o sepultamento de pessoas no interior das igrejas. A lápide acima indica que ali está o corpo de Antonio Rodrigues Frota, um lisboeta que foi Juiz da cidade e um dos construtores da presente igreja. Seu óbito ocorreu em 22 de dezembro de 1774, como está claro na placa.



ENDEREÇO: Rua do Carmo, s/nº, centro histórico

HORÁRIO DE VISITAÇÃO: quarta a sábado, das 14:00 ás 18:00; domingo, das 10:00 às 17:00.

ESTACIONAMENTO: não possui. Estacione nas ruas próximas.

ENTRADA: R$ 2,00

sábado, 22 de agosto de 2015

No tempo antigo II



Local: Roma antiga

Uma família de cristãos se esconde do imperador Nero e das perseguições que jogavam seus pares nas arenas, a tentar acabar com o diferente, divertir a plateia e matar a fome dos felinos.

“Mãe, será que no futuro as pessoas vão perseguir as outras por serem diferentes?

            “Não, meu filho. Com certeza as pessoas aprenderão a se respeitar”.



quarta-feira, 22 de julho de 2015

No tempo antigo I



O garoto acompanhou a turba com interesse até um pequeno monte nos limites da cidade. Ali, prenderam os três homens em cruzes. Após a saída da multidão, de volta para suas casas e afazeres, viu quando outras pessoas chegaram e tiraram a pessoa que estava na cruz do meio. Chegou próximo a eles, sem ser visto.
Estava impactado pelo show de horrores a que foi submetido. Achava errado matar as pessoas e esperava que não passasse mais por aquilo.
Já era noitinha e supôs que sua família estivesse a sua procura. Voltou então para casa, imaginando que alguém, em algum momento, deveria escrever aquela história.





quarta-feira, 8 de julho de 2015

Mãos



Estava transtornado e pensava em morrer. Por isso, saiu pela ruas da metrópole, intentando resolver como e onde se daria a morte. Passava pelas pessoas como zumbi, andando a esmo pelas calçadas.
Em frente a uma praça, foi abordado por uma jovem cigana.
-- Moço, posso ler sua sorte? Sou cigana legítima, meus avós vieram da Romênia há setenta anos, fugindo dos nazistas.
Encarou a moça. Nunca acreditara em premonições e coisas do esoterismo, mas não lhe faltava curiosidade para o novo.
-- Está bem, pode ler.
A moça então pegou sua mão direita e virou a palma para si. Percorreu com os dedos as linhas. Encarou surpresa os olhos do homem e lhe apertou a mão.
-- Eu também estou sozinha.
E continuou apertando a mão do homem, como se não quisesse deixá-lo ir. O olhar da jovem, de um passivo triste, mudou para o anseio.
O homem percebeu quando o olhar da mulher substituiu o da cigana. E certamente ela também percebeu quando os olhos opacos dele vislumbraram o futuro.