Tive um pequeno texto publicado no Jornal da ANE, instituição literaria com sede em Brasília (DF).
A inspiração foi a visão panorâmica que tive na Pousada do Xerife, que fica na área rural de Caconde (SP).
Contos, crônicas, poesia visual, relatos de viagens, fotografias, eventos literários... um pouco de cada uma das minhas paixões.
Tive um pequeno texto publicado no Jornal da ANE, instituição literaria com sede em Brasília (DF).
A inspiração foi a visão panorâmica que tive na Pousada do Xerife, que fica na área rural de Caconde (SP).
Forte. Resoluto. Enfrentou meu pai o sepultamento da mãe, que há tantos anos sofria com o Alzheimer.
Eu a amava, e como neto sofria, chorava às vezes, escondido, ao lembrar que minha grande protetora e leitora de histórias na infância de mim já não se lembrava.
Meu pai, triste, claro, com a situação, mas sempre procurava pensar nas coisas práticas da vida, qual o melhor preço nas farmácias, o melhor tratamento, e por fim como lidar com a perda inevitável.
Até aquele momento.
As palavras do padre.
O último beijo na testa.
A tampa do caixão separando-a pra sempre do mundo dos vivos.
A caminhada até a sepultura.
Seu corpo voltando à mãe-terra e
a terra jogada dentro do túmulo.
O trabalho rápido e respeitoso dos coveiros.
Os últimos abraços dos presentes.
No carro, coloca a chave na ignição e em seguida deita sobre o volante.
Soluça, chora, como um tsunami atingindo uma praia. E me surpreendo.
Era como um maremoto onde eu julgava não haver água.
Imagem feita no aplicativo Imagine
A chegada de Bernardo em nossa vida me inspirou poesia, materializada através de alguns textos.
Um deles, "o quadro", foi transformado em música pelo meu amigo de longa data Marcos Alberto (Rock Martin), que eu conheci em Brasília mas que hoje vive em Belém.
Vocês podem escutá-la escolhendo qualquer uma das plataformas listadas no link abaixo.
Copie e cole para ter acesso a elas, se clicar no link não der certo.
Editada pela Taba Cultural, essa agenda reúne pequenos poemas de autores brasileiros.
Agendas poéticas são uma forma interessante de divulgar literatura, por serem objetos de uso cotidiano das pessoas.
Uma pequena dose diária de poesia!
Participo dessa edição com 5 textos.
Como relatei na postagem anterior, estive na terceira edição da Fliparacatu, onde relancei Poesia Estradeira e Salada de cores.
Paracatu está a 3 horas de carro de Brasília. É uma cidade histórica que abriga muitas construções antigas. Vale a pena ser visitada.
O patriarca é como um farol fundado em dura rocha
Firme, altivo, como se lá estivesse desde o início dos tempos
Mas chegará o tempo em que as luzes do farol se apagarão, e será chegada a sua vez de construir um novo: quem sabe, futuro patriarca para alguém.
A lembrança do farol apagado, entristece e inspira.
A expectativa de edificar um novo que a alguém oriente, assusta.
Bsb
1.9.24
Hoje sonhei que estava na casa de meus avós com meu filho e primo
Aprendíamos a fazer um trabalho de gesso que existia no teto da sala
Pequenas estalctites brancas que encantavam meus olhos de criança
Acordei melancólico
Meu avós e meu primo já não mais estão aqui
A casa foi reformada e as estalactites se perderam
Estamos apenas eu e meu filho a mil quilômetros de distância do meu paraíso de menino
O meu agora menino chegou para dar mais sentido a meu presente e repensar meu futuro
Talvez também esteja para relembrar meu passado.
(Não existe mais casa, primo, avós.
Nem mesmo aquele eu)
O memorial ocupa uma antiga residência na praça central de Olhos d'água. Existente a alguns anos, o prédio abriga, em diferentes salas, uma pequena coleção de fotos e objetos que contam a história local, incluindo notícias de jornal sobre seu evento mais famoso: a Feira do Troca, que acontece desde 1973.
Placas de veículos da época em que o povoado foi município, entre 1958 e 1961
Esse pequeno poema foi nspirado a partir de uma viagem pela região de Correntina (BA), onde existem plantações de algodão à margem da rodovia.
A foto é ilustrativa e foi tirada pelo próprio autor, em Brasília.
A internet anuncia
Leilão de brinquedos raros
Carrinho de polícia na caixa
Nunca usado
Pintura incólume
nunca viu marcas de terra
De dedinhos infantis
De cal ou tijolo de parede
Década de 50
Uma pequena fortuna
Olho o meu carrinho de polícia do mesmo modelo
Uma sorte ter sobrevivido
A caixa já não existe
Pintura arranhada
Um pneu colado no eixo com durepox
Lembranças de brincadeiras com o pai
Com amigos
Com o mundo
No leilão valeria pouco mais que nada
Para mim, tudo
Aproveito este dia 22 de maio (dia de Santa Rita) para publicar fotos sobre nossa visita a esse santuário, ocorrida mês passado. Era segunda-feira e o local estava bem tranquilo, inclusive com algumas das lojas fechadas; porém, havia um restaurante berto, onde almoçamos.
Em maio de 2022, após quatro anos, foi concluído o maior santuário dedicado a Santa Rita de Cássia no mundo. O local possui mais de 7 mil metros quadrados e se situa sobre uma colina, mirante para a cidade de Cássia, que tem esse nome justamente por causa da santa italiana.
Cássia, no ano 2000, tornou-se cidade-irmã de Cáscia, na Itália, onde nasceu, viveu e morreu Santa Rita, cujo nome de batismo era Margherita Lotti (nascida em 22 de maio de 1381).