Contos, crônicas, poesia visual, relatos de viagens, fotografias, eventos literários... um pouco de cada uma das minhas paixões.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
José Alencar - herói ou homem comum?
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Catetinho - Gama (DF)
Cozinha
ENDEREÇO: BR 040, Km 0 - Gama (parte sul do DF)
TELEFONE: (61) 3338-8807 / (61) 3338-8803
HORÁRIO DE VISITAÇÃO: terça a domingo, de 9 às 17 horas
ESTACIONAMENTO: gratuito
ENTRADA: gratuita
quinta-feira, 24 de março de 2011
Santuário de Schoenstatt - DF
Mais informações (Más informaciones): http://santuariodeschoenstattbrasilia.com/
Capela (Capilla)
A capela, com os jardins à volta (La capilla, con jardines)
quinta-feira, 3 de março de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Museu da Cidade - Brasília (DF)
Na verdade é um museu, o mais antigo da capital, tendo sido inaugurado junto com a mesma, em 21 de abril de 1960. Possui um pequeno acervo de fotografias da época da construção, mas sua função principal é a de abrigar 16 painéis que trazem relatos, anteriores a Inconfidência Mineira, inclusive, sobre a necessidade de se mudar a capital para o interior do país.
Pois é, Brasília não foi idéia de JK, e nem dos inconfidentes mineiros. A interiorização da capital foi discutida e amadurecida através dos séculos, sendo então finalmente concretizada na gestão de Juscelino Kubitschek.
Llegué en Brasília en 1982 y confeso que, por más de una década, imaginé que la estructura recoberta de mármol con una cabeza de JK (Juscelino Kubitschek) fuese solamente una grande escultura en homenaje al ex-presidente.
Pues es un museo, el más antiguo de la capital; ha sido inaugurado junto con la misma, en 21 de abril de 1960. Su acervo es formado por algunas fotografias de la época de la construcción, pero, su función principal es abrigar 16 paneles con relatos, inclusive anteriores a la Inconfidência Mineira (movimiento de independencia del Brasil, originado en el Estado de Minas Gerais y abortado en 1789), sobre la necessidad de se cambiar la capital para el interior del país.
Concluindo, Brasília no ha sido idea de JK, ni de los inconfidentes mineiros. La interiorización de la capital ha sido discutida y madurezida por los siglos, siendo finalmente realizada en la gestión de Juscelino Kubitschek.
Exterior do Museu da Cidade (Exterior del Museu da Cidade)
Escultura da cabeça de JK (Escultura de la cabeza de JK)
Panel VI (el "popular" citado es el abogado Antonio Soares Neto, conocido como Toniquinho, hoy residente en la ciudad de Goiânia)
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Vida de repórter
Certo dia, ao ser abordado em Tóquio por um pai com seu filho no colo, respondeu-lhe a clássica frase. Ao que a pequena criança respondeu: “mas você não fala japonês tão bem!!””
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Espaço Lúcio Costa
Mais informações no site (Más informaciones en el sitio): http://www.sc.df.gov.br/?sessao=conteudo&idSecao=95&titulo=ESPACO-LUCIO-COSTA
Entrada
Detalhe de uma das asas (Detalle de una de las alas)
A Esplanada dos Ministérios, o Congresso e o shopping Conjunto Nacional com seu tradicional letreiro colorido (no fundo, à direita)
Maquete tátil, ideal para cegos (Maquete táctil, ideal para los ciegos)
HORÁRIO DE VISITAÇÃO: todos os dias da semana, inclusive feriados, das 9h às 18h.
ENDEREÇO: Praça dos Três Poderes
TELEFONES: (61) 3325-6163 e (61) 3321-9843
ENTRADA: gratuita
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
A (re)volta de Policarpo
Não foram divulgados detalhes sobre o episódio, mas presume-se que a ABL tenha tido a ajuda de um certo mago para trazer o clássico personagem de volta à baila.
Policarpo ressurgiu de manhã, já estranhando de início o que via em volta. Nada mais natural, pois Lima Barreto o colocara na cidade do Rio de Janeiro em fins do século 19.
Saindo com um grupo de escritores para passear pelas ruas do seu Rio, não gostou nada do que viu.
— Bando de gente maluca! Quase nos atropelam com essas carroças de metal e sem animais! Como os cocheiros as controlam?
Enquanto se dirigiam para um parque, lugar mais tranquilo para conversar, explicaram-lhe sobre o desenvolvimento automotivo no decorrer das últimas décadas.
— A cidade está mais desenvolvida, não acha?
— Eu diria mais barulhenta e desorganizada. — respondeu, já perdendo o humor.
— Caro Policarpo — continuou um jovem poeta, talentoso, mas carente de bom senso — és dos personagens mais patriotas que o Brasil já conheceu. Poucos estudaram nossa pátria com tanto amor e competência, não por acaso, tornou-se um clássico na literatura nacional. Por isso te chamamos, para, quem sabe, ministrar um workshop para novos personagens...
— Um o que?? — perguntou Policarpo, estranhando aquele dialeto.
— Uma palestra, um curso. — respondeu outro.
— Bem... sabeis que o Brasil sempre foi minha paixão. O respeito à sua natureza, a sua língua, a sua gente, sempre permearam minha conduta. Terei sim prazer em orientar as novas gerações de personagens. Mas, por ora, encontro-me faminto. Há alguma taberna próxima?
— Sim. — respondeu o jovem poeta —, mas hoje em dia chamam-se restaurantes; ou fast-food, como preferem outros.
— Fésti fud?? Que diabos é isto?
— É comida rápida, em inglês. O pessoal daqui acha elegante a língua de Shakespeare.
— De fato, tem suas belezas. Mas, se não me levaram à sério na proposta de se ensinar o tupi nas escolas, deveriam pelo menos preservar a língua de Camões, também encantadora.
Por fim, resolveram levá-lo numa lanchonete, lugar geralmente mais calmo na hora do almoço, já que Policarpo ainda estava visivelmente incomodado com a enorme quantidade de gente nas ruas. O jovem poeta deu a idéia: levar o velho personagem para lanchar em um shopping center.
Lá dentro, depois de passar em frente de lojas como Golden Joalheria, Kings Coffee e Woodstock CDs, chegaram a praça de alimentação.
Apresentaram ao ufanista Policarpo... o Mc Donalds...
— Róti dóg, xis burguer... Que diabos de comida é essa, senhores?
— Não se preocupe, Policarpo, o nome pode ser estranho, mas o lanche não é ruim.
— As sardinhas da Taberna do João me pareciam mais apetitosas. E pelo menos dava para saber o que estávamos comendo...
Enfim, lancharam todos e uma hora depois estavam de volta à rua. Retornaram para a sede da ABL, onde apresentaram Policarpo a um aparelho inexistente em sua época, a televisão. Nada melhor para mostrá-lo de modo mais dinâmico o que acontecia no país. Foi aí que tomou conhecimento das fraudes em licitações públicas, do desvio de dinheiro, dos votos comprados...
— Bando de néscios, malta de bandidos, quadrilha de pândegos!! A mão da Lei será pesada sobre seus cornos!
Acharam por bem não alertá-lo que a mão pesada dos egrégios tribunais do país tinha por hábito presentear os acusados – a maioria presa em flagrante, com a mão na cumbuca, como diriam os antigos – com providenciais Habeas Corpus...
— Que fazem com meu país, calhordas? — perguntou Policarpo, sem desgrudar os já úmidos olhos da tela.
A notícia seguinte dava conta do desmatamento da Amazônia, da poluição dos rios, e da suprema incompetência governamental não só em prevenir tais problemas, como também em punir os responsáveis.
Depois do intervalo, chegou a vez do caos na saúde pública, das escolas de lata...
— Calhordas, salteadores, biltres, abutres, sacripantas!!! — xingava Policarpo, quase batendo na televisão.
Deram-lhe um calmante à base de farinha que não surtiu efeito. Por fim, preferiram trancá-lo em uma sala, para que pudesse descansar um pouco. No início da noite, mais calmo, Policarpo informou:
— Amigos, agradeço a honra de me considerarem como modelo, como exemplo, mas prefiro retirar-me. Na verdade, caríssimos, não preciseis de personagens clássicos ou de heróis míticos; preciseis de homens de carne e osso, de bom senso, justos e preocupados com o próximo, que saibam dirigir o país com responsabilidade e serenidade.
E foi-se o velho Quaresma, quem sabe passar uma quarentena no consultório do seu estimado amigo Simão Bacamarte, o Alienista, de Machado de Assis. Precisava desabafar um pouco...
“Há quantos anos vidas mais valiosas que a dele se vinham oferecendo, sacrificando, e as cousas ficaram na mesma, a terra na mesma miséria, na mesma opressão, na mesma tristeza.”
Triste Fim de Policarpo Quaresma
Texto premiado no VII Prêmio Barueri de Literatura, em 2010, na categoria "conto, de não-residentes em Barueri".
Obs: a primeira foto mostra uma cena do filme "Policarpo Quaresma, Herói do Brasil", cujo personagem principal é interpretado por Paulo José (fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=308).
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Premiação no VII Prêmio Barueri de Literatura

Apresentação musical de crianças
A cerimônia foi simples, mas tremendamente cativante. Crianças apresentaram números musicais, e esquetes teatrais foram feitos por jovens, tendo alguns dos contos premiados como matéria-prima. Os vencedores recebiam seus troféus e, no caso dos primeiros lugares, um cheque simbólico.
Abaixo, fotos dos premiados (estou agachado, primeiro a esquerda), do troféu e do cheque simbólico.

terça-feira, 30 de novembro de 2010
Pequeno histórico literário
Minha primeira grande alegria ocorreu ainda em 1992, quando publiquei meu primeiro conto, uma historinha despretenciosa, no "Esquina", jornal produzido pelos alunos de jornalismo do Uniceub, onde fiz psicologia.
Já por volta do ano 2000, tive uma experiência como colunista no Correio do Sul, o maior jornal de minha cidade natal, Varginha, no sul de Minas. Na coluna, publicava textos literários e sobre psicologia, mas minha falta de disciplina em entregar os textos na época correta fez com que resolvesse não prosseguir com o projeto.
Já em 2002, fui publicado pela primeira vez em uma antologia literária, após vencer o concurso de contos da editora DGF, de Ibirité (MG).
Seguiram-se outras publicações semelhantes, mas passei a sentir falta de um reconhecimento mais contundente. Concursos promovidos por editoras nem sempre tem o objetivo de realmente publicar os melhores; muitas veses, os organizadores escolhem vários textos de autores diversos justamente para que muitos queiram depois pagar para ver seu texto incluído na coletânea dos vencedores. Passei então a mirar apenas concursos promovidos por prefeituras, ou academias literárias, que a meu ver teriam um cuidado maior.
E foi aí que surgiu o Prêmio Barueri na minha vida. Após participar desse concurso, promovido pela prefeitura municipal de Barueri, em São Paulo, por dois anos seguidos, fui agraciado com a primeira colocação na edição de 2010. A partir daí tive a convicção de que, realmente, "tenho jeito pra coisa". O conto vencedor foi " A (re)volta de Policarpo", que brevemente será aqui publicado (um suspensezinho pra fazer propaganda do blog, rsrs).
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Histórico de família
Naquela tradicional família de criminosos:
Mário, o patriarca, morreu já velho
ao tentar roubar uma rica arca;
Vilmar, o punguista,
morreu num tiroteio com a polícia;
Júlio, o ladrão,
morreu ao tentar fugir da prisão;
Mateus, o traficante, fugia da polícia quando se foi,
atropelado por uma variant;
Tião, o estelionatário, morreu ao tentar fazer um político de otário
(eles odeiam concorrência);
Bete, a seqüestradora, morreu ao tentar seqüestrar um empresário,
armado de uma metralhadora;
E Marcos, deles o único trabalhador, morreu de hipoglicemia,
e virou, a ovelha negra da família!...
sábado, 23 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Cotas

Local: balcão de informações de uma universidade fluminense (mas poderia ser em outro Estado);
mocinha do balcão de informações.
— Bom dia.
— Bom dia.
— Queria saber a quantidade de vagas para Direito, à noite.
— Cento e vinte.
— Hmmm, tá bom.
— Mas tenho que alertar que trabalhamos com o sistema de cotas.
— Ah, tá. Então me explique.
— 25% dessas vagas estão reservadas para negros e afrodescendentes.
— Hmmm...
— Outros 25% são reservados para estudantes de escolas públicas.
— Caramba! Só aí já deu metade das vagas!
— Pois é, mas não acabei.
— Tem mais??
— Sim. — respondeu a moça do balcão, enquanto pegava uma lista que até o momento passara despercebida. — A universidade preocupa-se com os vários problemas histórico-étnico-sociais do país e por isso desenvolveu um exclusivo sistema de cotas que privilegia proporcionalmente a parcela minoritária da população.
— ????
— Vou explicar detalhadamente. — telemarketinguizou. — Eu havia dito que 25% das vagas são reservadas para negros ou afrodescendentes e 25% para estudantes de escolas públicas, não foi?
— Foi.
— Outros 10% são reservados para negros ou afrodescendentes E estudantes de escolas públicas, mais 10% são para indígenas ou indo-descendentes, outros 10% para pessoas que precisam pegar ao menos três ônibus para chegar à universidade... — está acompanhando meu raciocínio?
— ????
— Ótimo. Mais 5% para ex-presidiários, igual porcentagem para albinos e também 5% para os calvos, e finalizando...
— Tem mais??
— Teeemmm... a fim de se preservar o patrimônio imaterial futebolístico carioca, reservamos 1,5% para os torcedores do glorioso América!
— O QUE?? Até os torcedores do Ameriquinha tem esse privilégio?
— Sabe como é, o América é o segundo time de todos os cariocas, é verdadeiramente o time que faz reunir toda a massa do futebol do Rio.
— Putz, e o que me sobrou?
— 3,5%.
— Só isso?
— Não, me desculpe me enganei... esse meio por cento está reservado para os anões. Sobraram então 3%.
— E isso em número de vagas dá quanto?
— Três ponto seis.
— E o que é que vocês fazem com “zero ponto seis” de uma vaga?
— Bom... desculpe-me de novo, sou nova aqui, dessas “três ponto seis” vagas, “uma ponto seis” ficam para os obesos... é que eles precisam de uma cadeira maior para sentar-se. Nossa faculdade se preocupa com a ergonomia e o conforto dos alunos.
— Tá bom. Então na prática só tenho direito a duas vagas?
— Exatamente.
— E o que você acha disso?
A moçinha se debruçou sobre o balcão e sussurrou no ouvido do vestibulando.
— Confesso que eu acho até democrático: transformou todo mundo em minoria...











